Psicóloga | Luiza Cravo

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Se você sente vergonha de sentir

Se você sente vergonha de sentir, isso aqui é pra você. Aprender a se permitir sentir é um processo de autoconhecimento e aceitação, especialmente para quem cresceu se reprimindo. Além disso, é importante entender que as emoções são uma parte natural da vida e que sentir não é sinal de fraqueza, mas sim de humanidade. Portanto, vamos explorar juntas como aprender a se permitir sentir pode transformar sua vida.

Parar para perceber

Se permitir sentir é um ato de coragem e amor-próprio. Ao abraçar suas emoções, você abre caminho para uma vida mais autêntica e conectada consigo mesma. A repressão emocional pode levar a uma vida de desconexão consigo mesma, sem entender quais são suas vontades e gostos, e e com os outros, pois você pode acabar em relações que sente que não tem nada a ver com seus verdadeiros interesses e necessidades. Um primeiro passo para o sentir pode ser começar a reparar se essas faltas já fazem parte da sua realidade. Primeiro porque não é possível mudar uma realidade que você não reconhece. Segundo, porque quanto mais você reparar nessa falta, mais isso poderá fazer surgir emoções, mesmo que elas não sejam positivas a princípio. Mas as emoções boas não ocorrem sem também saber sentir todas. A terapia é um lugar onde esse movimento pode ser feito com o apoio de uma profissional que está preparada e acostumada a lidar com isso.

Acolher o inusitado

Vivenciar as emoções é um processo que envolve o corpo, as sensações e as emoções. Não é apenas uma questão de entender mentalmente, mas sim de experimentar e sentir. Muitas vezes, elas aparecem através de pequenas estranhezas que você comete no dia a dia, coisas que não fazem sentido. Por exemplo, vontade de chorar ou rir em momentos estranhos, vontade de brigar, confusão mental, um gesto ou fala que não é comum a você. Pode ser  que você consiga perceber isso sozinha se começar a perceber isso. Mas a verdade é que estando acostumada com si e tendo vergonha de sentir isso pode ser mais difícil. Também pode ser difícil para pessoas na sua vida social fazerem esses apontamentos devido à repressões sociais já muito enraizadas. Na Gestalt-terapia, notar essas peculiaridades é uma parte vital do trabalho. O ambiente é acolhedor para que essas emoções possam ser experimentadas, mas também bem objetivo para que elas possam ser além de notadas, confrontadas com todo o apoio possível. Assim, você pode passar a ser capaz de se conhecer e confiar em si e seus processos.

Se jogar nas relações

A vergonha de sentir pode acarretar em um fechamento para novas relações e evitação de novas experiências de vida. Isso acontece porque todo tipo de contato que fazemos com o mundo faz surgir novas emoções e sentimentos. Viver é sentir. Por isso, a vergonha de sentir pode acabar tornando a vida sem graça. É preciso compreender que não é possível trabalhar as próprias emoções antes de realizar qualquer coisa no mundo. Não é possível alcançar sensibilidade, capacidade de encantamento com o mundo ou maturidade antes de s relacionar ou antes de começar uma nova empreitada. É preciso viver para aprender. Portanto, não tenha medo de começar aquele novo curso, fazer amigos ou chamar os antigos para conversar ou de aceitar aquele convite que estava evitando. Se jogue nos convites da vida e a partir daí sim comece a trabalhar suas emoções, parando para refletir, aceitar e conversar sobre elas.

Se isso for muito difícil novamente a terapia é a recomendação. Afinal, a terapia é por si só uma nova relação, a base onde todo o trabalho acontece. Nessa relação você não só irá viver essas emoções, como terá o apoio e a consciência de que é justamente por isso que estamos juntas. Não é preciso se preocupar com costumes sociais da mesma maneira que na vida e isso já pode ser um grande alívio para começar. Começar a terapia é um dos atos de coragem e auto-ajuda mais poderosos que você pode fazer por si!

Foto de Andrea Piacquadio: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-colagem-de-mulher-3812743/

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CONHEÇA

Sua Psicóloga

Psicóloga formada pela PUC, especialista em Gestalt-terapia, com cinco anos de experiência. Atende adultos online, com foco em mulheres e LGBTQIA+, oferecendo escuta acolhedora e sem julgamentos. Seu propósito é guiar cada pessoa no resgate da autenticidade e autonomia, ajudando-a a viver com mais significado e bem-estar.

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Em caso de urgência você pode procurar a Unidade de Saúde mais próxima, ligar
para o SAMU (192) ou entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (188).

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