Psicóloga | Luiza Cravo

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Você é Tranquila ou Omissa?

Ser uma pessoa tranquila pode ser muito bom, mas a verdade é que muitas pessoas, principalmente mulheres, acabam se omitindo na tentativa de passar essa imagem. Enquanto isso, no fundo essas pessoas podem se sentir invisíveis nos relacionamentos ou como se suas necessidades e sentimentos nunca fossem levados em conta. Isso é um sinal de uma tranquilidade falsa, afinal ela é apenas externa, mas não é sentida como verdadeira no corpo de quem é assim visto. Vamos falar sobre isso.

O lado “bom” de ser assim

Antes de mais nada: existe, sim, um lado positivo nesse jeito de ser. Pessoas com esse padrão costumam ser vistas como tranquilas, queridas, que se dão bem com quase todo mundo. São aquelas que não arrumam confusão, que obedecem, que seguram as pontas. Isso é reconhecido e valorizado em muitos espaços.  É preciso reconhecer esse lado para ser capaz de se questionar: como viver assim de forma sustentável se no fundo você se sente invisível, desconectada, apática, ansiosa ou irritada por sempre ceder e esperar um retorno que nunca vem?

Como esse padrão limita

Quando a omissão toma conta, ela não aparece só nos relacionamentos amorosos e familiares. Ela atravessa várias áreas da vida: no trabalho, quando você engole opiniões importantes e tem dificuldades de buscar o próprio sucesso; nos hobbies e lazer, quando deixa de se expressar como gostaria ou se divertir; na sexualidade, quando silencia desejos e tem vergonha de buscar o prazer; até na espiritualidade, quando segue roteiros de terceiros sem se perguntar o que faz sentido e acaba perdendo tempo e conexão. Aos poucos a vida vai ficando mais sem graça, como se fosse vivida pela metade.

O que a Gestalt-terapia faz com isso

Na Gestalt-terapia, não se trata de te empurrar para virar uma pessoa explosiva ou “do contra”. O que buscamos é criar um espaço seguro para você reconhecer o que sente e perceber quando se anula. Também é possível experimentar formas diferentes de se expressar durante a sessão, para que aos poucos você passe a confiar mais nas suas próprias escolhas. Não é sobre se tornar quem você não é, mas sobre recuperar a possibilidade de se colocar no mundo de formas diferentes, sendo mais autêntica e espontânea, sem medo de perder vínculos por simplesmente existir como você é.

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Foto de Alison Leedham: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-da-silhueta-de-uma-mulher-olhando-pela-janela-2528056/

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CONHEÇA

Sua Psicóloga

Psicóloga formada pela PUC, especialista em Gestalt-terapia, com cinco anos de experiência. Atende adultos online, com foco em mulheres e LGBTQIA+, oferecendo escuta acolhedora e sem julgamentos. Seu propósito é guiar cada pessoa no resgate da autenticidade e autonomia, ajudando-a a viver com mais significado e bem-estar.

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Em caso de urgência você pode procurar a Unidade de Saúde mais próxima, ligar
para o SAMU (192) ou entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (188).

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